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Ortopedia 06 de novembro de 2026 5 min de leitura

Luxação de Patela

Por Equipe VetVida Ortho

Você está passeando com seu cão e, de repente, ele levanta uma das patas traseiras por alguns passos. Logo depois volta a andar como se nada tivesse acontecido. Muitos tutores acham graça nesse pulinho. Outros acreditam que é só um jeito de andar.

Mas esse movimento pode ser o sinal de que a patela, um pequeno osso do joelho, saiu do lugar.

O que é a patela

A patela fica na frente do joelho e desliza dentro de um sulco do fêmur, chamado tróclea, sempre que o animal dobra e estica a perna. Ela funciona como uma roldana: ajuda os músculos a transmitir força com eficiência e protege a articulação.

Quando esse sulco é raso ou quando os ossos e músculos da perna não estão bem alinhados, a patela pode escapar para o lado. É isso que chamamos de luxação de patela.

Quem costuma ser afetado

A luxação de patela é uma das alterações ortopédicas mais comuns em cães, especialmente nas raças pequenas e miniaturas, como Spitz Alemão, Yorkshire, Poodle, Chihuahua e Shih Tzu. Na maioria dos casos, a patela escapa para a parte interna do joelho, a chamada luxação medial.

Cães de porte médio e grande também podem apresentar o problema, assim como os gatos, embora com menos frequência. Em geral, a origem está no desenvolvimento do animal, mas a luxação também pode surgir depois de um trauma.

Sinais que merecem atenção

• Pulinhos ou passos dados com uma pata traseira suspensa.

• Mancar de forma intermitente, que vai e volta.

• Esticar a perna para trás, como se tentasse encaixar algo.

• Dificuldade para subir escadas, no sofá ou na cama.

• Pernas traseiras arqueadas ou postura agachada, nos casos mais avançados.

• Menos disposição para brincar e passear.

Nem todo animal sente dor o tempo todo. Por isso, muitos tutores convivem com os sinais por meses sem imaginar que existe uma alteração no joelho.

Os graus da luxação

Na avaliação ortopédica, a luxação é classificada em quatro graus:

• Grau I: a patela pode ser deslocada durante o exame, mas volta sozinha ao lugar.

• Grau II: a patela sai do lugar com os movimentos do dia a dia e pode voltar sozinha ou com uma manobra.

• Grau III: a patela permanece fora do lugar na maior parte do tempo, mas ainda pode ser recolocada manualmente.

• Grau IV: a patela fica fora do lugar de forma permanente e não pode ser recolocada.

O grau ajuda a orientar o tratamento, mas não é o único critério. A idade, o peso, a rotina, os sinais clínicos e outras alterações no joelho também entram na decisão.

Por que não devemos esperar

Cada vez que a patela sai do lugar, a cartilagem do joelho sofre um pequeno desgaste. Com o tempo, esse atrito pode favorecer a osteoartrite. Além disso, o joelho desalinhado fica mais vulnerável a outras lesões, como a ruptura do ligamento cruzado cranial.

Por isso, o diagnóstico precoce faz tanta diferença: ele permite escolher o melhor caminho enquanto a articulação ainda está preservada.

Como é feito o tratamento

O tratamento é sempre individualizado e definido depois da avaliação ortopédica e dos exames de imagem.

Nos casos leves e sem sinais importantes, o acompanhamento pode envolver controle de peso, fortalecimento muscular, ajustes no ambiente e reabilitação, com reavaliações periódicas.

Quando a luxação causa dor, limitação ou tende a progredir, a cirurgia pode ser indicada. O objetivo é realinhar o mecanismo do joelho e aprofundar o sulco onde a patela desliza, para que ela volte a trabalhar no lugar certo.

Depois da cirurgia, a recuperação continua em casa. Repouso orientado, medicação no horário, retornos e reabilitação são tão importantes quanto o procedimento. É nessa fase que a parceria entre o tutor e a equipe veterinária faz toda a diferença.

Cuidados que ajudam no dia a dia

• Manter o peso adequado, para aliviar a carga sobre as articulações.

• Usar tapetes ou pisos antiderrapantes nos ambientes em que o animal circula.

• Oferecer rampas ou degraus para o sofá e a cama.

• Evitar saltos repetidos e brincadeiras de impacto.

• Manter atividade física regular e adequada, que fortalece a musculatura.

Um olhar atento faz diferença

O pulinho que parece inofensivo pode ser o primeiro aviso de um joelho que perdeu o compasso. Observar, perguntar e buscar avaliação é um gesto de cuidado.

Se você percebeu algum desses sinais no seu cão ou gato, procure um médico-veterinário para uma avaliação ortopédica. Na VetVida Ortho, acompanhamos cada paciente com conhecimento, atenção ao movimento e cuidado com toda a família.

Dra. Patrícia de Carvalho Mendonça Médica-veterinária | CRMV-MG 10253 VetVida Ortho | Conhecimento. Movimento. Cuidado.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta com um médico-veterinário.

Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta com o médico-veterinário. Notou algum desses sinais? Agende uma avaliação ortopédica.

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